segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Construindo um Plano de Aula

Queridos alunos e colegas,
Conforme o prometido na postagem sobre a importância do Planejamento, tratarei especificamente sobre a construção de um Plano de Aula, e a sua relevância para o processo de ensino-aprendizagem.
Certamente, na vida corrida que muitos de nós - professores – temos, é complicado desenvolver um planejamento próprio para cada turma de que somos responsáveis para ministrar uma disciplina.

Eu mesmo já tive períodos, como professor, em que não tinha tempo para fazer um Plano de Aula individualizado para cada uma das turmas. Em 2010, por exemplo, era responsável por 12 turmas, no Ensino Presencial, - 6 turmas no Município do Rio (duas de 9º ano; um de 8º ano; e três de 6º ano); e 6 turmas no Estado do Rio (duas de 6º ano, EJA; duas de 8º ano, EJA; e duas de 1º ano, Ensino Médio). Além disso, era responsável por mais 8 turmas de Educação a Distância, na UNIVERSO, em um total de 20 planejamentos. Não obstante, buscava rascunhar planos de aula, que, dentro das possibilidades, eram seguidos.

Neste sentido, não soa hipocrisia, “pedagogês” ou “burocratismo”, fazer uma ode ao Plano de Aula. Este planejamento é fundamental para o processo de ensino-aprendizagem, ademais, é componente central de provas didáticas que, muitos de nós, realizamos – ou realizaremos – em processos seletivos docentes.

Para os limites da presente postagem, é necessário, primeiramente, apresentar uma definição básica de Plano de Aula para nortear a nossa opinião.
Consideramos o Plano de Aula como um planejamento da aula organizado previamente pelo professor, tendo em vista uma série de variáveis como a composição e tamanho da turma, os recursos pedagógicos disponíveis, a ambientação, o tempo de aula, os conteúdos, os objetivos pedagógicos e os procedimentos didáticos.

Em geral, o plano de aula é composto pelos seguintes itens: identificação, tema da aula, objetivos, recursos pedagógicos, procedimentos didáticos, avaliação da apreensão e referências bibliográficas.

Identificação: Nomes da instituição, da disciplina e do professor. A série/ciclo, a turma, o turno; o bimestre/trimestre/outros; o número de horas/aula.

Tema: o assunto principal e norteador da aula. Em geral está relacionado a uma das unidades didáticas em que estão divididos os conteúdos da turma.

Objetivos: aquilo a que a aula se propõe, as competências a serem desenvolvidas nos/pelos alunos, o que deve ser apreendido pelos alunos. De uma forma geral, os objetivos se relacionam às seguintes competências: conhecer, compreender, aplicar, analisar, sintetizar e avaliar; e devem ser apresentados com verbos no infinitivo.

Alguns verbos importantes que devem aparecer neste item são: conhecer, apontar, criar, identificar, descrever, classificar, definir, reconhecer, relatar, compreender, concluir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, deduzir, localizar, reafirmar, analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, investigar, provar, sintetizar, compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, propor, reunir, avaliar, argumentar, contratar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar.

Recursos pedagógicos: instrumentos utilizados para a prática didática, como quadro negro – ou quadro branco –, retroprojetor, datashow, projetor de slides, dvd player, entre outros.

Procedimentos didáticos: também conhecidos como estratégias pedagógicas, são as atividades desenvolvidas no decorrer da aula de acordo com os objetivos traçados. Podem ser descritos em uma seqüência didática, tendo em vista os interesses e necessidades da aula e dos alunos.

Avaliação: Não precisa ser um exercício, mas é qualquer procedimento realizado pelo professor – como perguntas, produção de textos, exercícios, entre outros – para aferir se os objetivos propostos no Plano de Aula foram atingidos.

Referências bibliográficas: livros acadêmicos, didáticos e paradidáticos; artigos acadêmicos, revistas, sites da Internet, e quaisquer materiais utilizados pelo professor para construir seu Plano de Aula.

Certamente, um Plano de Aula não é um modelo fechado que deve ser rigorosamente seguido, sem qualquer tipo de desvio durante a aula. É uma previsão, um norteamento. Durante a aula, os interesses dos alunos – ou o desinteresse em relação a alguma atividade – pode obrigar o professor a modificar o seu planejamento inicial, inserindo ou retirando atividades.

Neste sentido, um Plano de Aula é algo dinâmico e passível de modificações no decorrer da aula, ou de uma turma para a outra, conforme as circunstâncias do momento. Pois a aula é um processo coletivo, não existe aprendizagem sem ensino, nem ensino sem aprendizagem, assim como não existe ensino-aprendizagem sem uma boa relação entre professor e aluno.

Deixo vocês com um vídeo que trabalha a questão da construção do Plano de Aula produzido pelo Canal Escola Aprender, que pode ser visto abaixo.

Um abraço a todos!

A importância de um Planejamento

Em nossa carreira docente, nos deparamos com concursos ou processos seletivos que são divididos em várias etapas – prova objetiva, prova discursiva, prova didática e prova de títulos. Em geral, estes concursos são aqueles que possuem o maior retorno financeiro – como concursos de admissão para o Colégio Pedro II, CEFET, IFs, Universidades, Cursinhos e Escolas.
Certamente, em nossa vivência escolar como alunos, fomos conformados para fazer bem as provas discursivas e objetivas. Entretanto, as faculdades de História mais tradicionais do Brasil - nas quais o enganoso fosso entre a "licenciatura" e o "bacharelado" ainda existe, e é perpetuado - não têm como objetivo principal a formação de professores de História.

Muitos de nós simplesmente saímos "crus" dos bancos da faculdade, após 3 ou mais anos estudando disciplinas obrigatórias, e 1 ano em estágio de prática de ensino. Em seguida, caímos em uma sala de aula, em frente a dezenas de alunos, tendo que criar nossas próprias estratégias de sobrevivência frente ao corpo discente e ao corpo institucional.
Um pouco de experiência pessoal, fiz minha graduação em 4 anos (2004-2007), e emendei com o Mestrado. (2008-2010). Este, por sua vez, foi feito em paralelo com a prática de ensino, que fiz no Colégio Pedro II - Unidade Centro, em 2008. 
No ano seguinte, em abril de 2009, fui convocado para assumir o cargo Professor I no Município do Rio de Janeiro. Posso dizer que entrei cru naquela sala de aula de 6º ano - uma 1602 -, não sabendo nem por onde começar, e, aliás, nem uma caneta para quadro branco eu possuía...
Mas isso já faz quase três anos, de lá para cá a experiência da vivência diária da carreira docente me trouxe o amadurecimento tão necessário à nossa profissão. Neste amadurecimento, ocupa um papel central o planejamento.

Parece "chavão" de coordenador pedagógico metido, mas o planejamento é de suma importância para o processo de ensino-aprendizagem, seja quando lidamos com turmas de Educação Básica, seja com turmas de Educação Superior, ou de modalidades de ensino como o Ensino Técnico, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Educação a Distância (EaD).
No entanto, apenas quando comecei a fazer a Prática de Ensino - com a Profª Drª Carmen Teresa Gabriel (UFRJ), e fiz o meu estágio obrigatório no Colégio Pedro II - com a Profª Drª Ana Beatriz Frazão Ribeiro -, é que pude experimentar e aprender a importância de um Planejamento Anual, e da construção de um Plano de Aula.

Mesmo assim, um ano não "faz milagres", e como ministrei apenas duas aulas em meu estágio, posso afirmar que sai "cru" ou "semi-cru" da UFRJ. Certamente, tal quadro não é uma exclusividade da UFRJ, sendo verdade para outras instituições públicas - em especial as mais tradicionais -, que não realizaram uma reforma curricular que confira o devido lugar para as disciplinas pedagógicas.
Afinal, após anos no banco das instituições, o que sobra para os graduados em História? Alguns seguirão diretamente para o Mestrado - que está, cada vez mais, se tornando um complemento da graduação -, e a grande maioria seguirá para o mercado de trabalho. Destes, alguns conseguirão passar em um concurso para uma Prefeitura ou para o Estado, e outros conseguirão uma alocação em escolas particulares - isto, quando tiverem conhecidos que aceitem contratar um "pirralho cheirando a leite", ou consigam passar em processos de seleção.
Neste sentido, e para não desvirtuar o objetivo principal desta postagem, deve-se abandonar definitivamente a dicotomia entre "bacharelado" e "licenciatura", afinal todo o historiador é professor, e todo o professor deve ser um pesquisador. E é isto que busco passar para os meus alunos do curso de História.

Construir um Planejamento é ao mesmo tempo simples e complicado. Digo isto porque, requer do professor o discernimento necessário para observar quais os conteúdos e conceitos mais relevantes a serem trabalhados com os alunos e, além disso, o professor deve fazer um diagnóstico da turma, da comunidade escolar, dos recursos didáticos disponíveis, do grau de interesse da turma, entre outras variáveis.
Geralmente, a primeira semana de trabalho de um professor da Educação Básica está reservada para o Planejamento. Certamente, este primeiro planejamento será modificado até o final do ano, tendo em vista as variáveis expostas acima, e é nisto que repousa o que há de melhor na profissão docente: a imprevisibilidade.

Não adianta o coordenador cobrar o Planejamento, que deve ser deixado em um escaninho - ou numa pasta da disciplina na escola -, e que no final do ano será julgado "pela crítica roedora dos ratos", como diz um colega meu do Município. O Planejamento é algo vivo, orgânico e mutável, pois nossos alunos estão vivos, eles não são como peças de um xadrez, que podemos mover pelo tabuleiro. Aliás, eles já se movem bastante sem a nossa intervenção...

Em uma próxima postagem, tratarei especificamente sobre a Construção de um Plano de Aula - que falei rapidamente no exórdio desta postagem -, e de sua importância para o processo de ensino-aprendizagem.

Um abraço a todos!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[UERJ] 2013-2: História Antiga do Oriente - Ementa

Estimados alunos de História Antiga do Oriente,

Bem-vindos ao curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro!

As nossas aulas ocorrerão às terças e quartas, seguindo o planejamento apresentando na Ementa da Disciplina - disponível neste link.


As nossas provas, ocorrerão nos dias 29 de outubro e 17 de dezembro, leiam os textos estão disponíveis na pasta 1214B.


Um abraço a todos,


Diogo Silva


[UERJ] 2013-2: História Medieval do Oriente - Ementa

Estimados alunos de História Medieval do Oriente,

Bem-vindos a mais um semestre na Universidade do Estado do Rio de Janeiro!

As nossas aulas ocorrerão às terças e quartas, seguindo o planejamento apresentando na Ementa da Disciplina - disponível neste link.


As nossas provas, ocorrerão nos dias 30 de outubro e 18 de dezembro, leiam os textos estão disponíveis na pasta 1214A.


Um abraço a todos,


Diogo Silva


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

[HISTÓRIA-UNIVERSO] I Encontro de História (EaD): 40 Anos do Golpe MIlitar no Chile: Ditadura, História e Memória

IV Encontro de História (EaD)

40 Anos do Golpe Militar no Chile: 

Ditadura, História e Memória





O Curso de Licenciatura em História (EaD), da Universidade Salgado de Oliveira, realizará no sábado dia 14 de setembro de 2013, o IV Encontro de História (EaD), com o tema 40 Anos do Golpe MIltiar no Chile.


Trata-se do terceiro encontro de extensão do curso de História, e ocorrerá na Sala UNIVERSO, do Bloco A das 9:00 às 13:00, no campus Niterói. 

No IV Encontro de História (EaD): 40 Anos do Golpe Militar no Chile, os alunos e professores da Universidade Salgado de Oliveira, além de membros de outras organizações científicas e culturais, terão a oportunidade de dialogar com os professores Cláudio Márcio Lima Prado, Gissele Viana Carvalho, e Poméia Genaio pesquisadores vinculados à Universidade Salgado de Oliveira.

Este IV Encontro de História (EaD) é coordenado pelo professor Diogo Silva (Gestor do Curso de História - EaD).

Mais informações sobre certificados entre em contato pelos seguintes canais:


E-mail:
gestor.historia@ead.universo.edu.br

Telefones:
2138-4902

terça-feira, 28 de maio de 2013

[UERJ] 2013-1: História Medieval do Oriente - Textos 1

Alunos, boa noite!

Abaixo, disponibilizo os links para o livro do Angold e para um Atlas de História Medieval.




Um abraço a todos,


[UERJ] 2013-1: História Antiga do Oriente - Textos 3

Alunos, boa noite!

Abaixo, disponibilizo os links para os textos de Mesopotâmia que faltavam, e o modelo de prova:



Um abraço a todos,


sexta-feira, 3 de maio de 2013

[HISTÓRIA-UNIVERSO] III Encontro de História (EaD): Diálogos com a África

III Encontro de História (EaD)

Diálogos com a África




O Curso de Licenciatura em História (EaD), da Universidade Salgado de Oliveira, realizará nosábado dia 8 de junho de 2013, o III Encontro de História (EaD), com o tema Diálogos com a África.


Trata-se do terceiro encontro de extensão do curso de História, e ocorrerá na Sala 317, do Bloco A das 9:00 às 12:00, no campus Niterói. 

No III Encontro de História (EaD): Diálogos com a África, os alunos e professores da Universidade Salgado de Oliveira, além de membros de outras organizações científicas e culturais, terão a oportunidade de dialogar com os professores Cláudia Cristina de Oliveira Santiago, Érika do Nascimento Pinheiro Mendes, e Vinícius Maia  Cardoso pesquisadores vinculados à Universidade Salgado de Oliveira As palestras contarão com a introdução e mediação do professor Vinícius Maia  Cardoso

Palestras:

1. As relações entre o Colégio Jesuítico do Rio de Janeiro e a Missão de Angola de 1579 a 1592
Prof. Mestranda Cláudia Cristina de Oliveira Santiago
PPGH UNIVERSO/Niterói

2. "E Olodumare criou o mundo": política e religião entre os iorubás na África Ocidental
Profa. Me. Érika do Nascimento Pinheiro Mendes
Professora da Pós-Graduação Lato Sensu da UNIVERSO/São Gonçalo


3. Revisitando Palmares
Prof. Me. Vinícius Maia Cardoso
Gestor do Curso de História da UNIVERSO/São Gonçalo

Este III Encontro de História (EaD) é coordenado pelos professores Diogo Silva (Gestor do Curso de História - EaD) e Vinícius Maia (Gestor do Curso de História - São Gonçalo). 

Mais informações sobre certificados entre em contato pelos seguintes canais:


E-mail:
gestor.historia@ead.universo.edu.br

Telefones:
2138-4902

quinta-feira, 2 de maio de 2013

[Concurso] Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)


Colegas historiadores,

Está aberto o concurso público para o preenchimento de vagas para Professor Auxiliar I da Universidade Federal do Amapá, - clique para abrir a página do edital. As inscrições serão aceitas até segunda, dia 06 de maio - com o custo de  R$ 100,00.

A remuneração bruta é de R$ 3.594,57 para 40h/semanais DE, mais adicionais de título, podendo chegar à remuneração inicial de R$ 8.049,77. As inscrições devem ser feitas pelo site da  Comissão de Processos Seletivos e Concursos - clique aqui.
  
As provas escrita, didática e de título ocorrerão sucessivamente de 16 de maio a 28 de maio.


As vagas disponíveis são para:

História Antiga
História Medieval
História do Brasil
História Moderna
Metodologia do Ensino da História 
Teoria da História

Uma boa prova a todos que tentarem!

Abraços,

Diogo Silva